10 questões sobre design

Lendo um artigo bastante interessante no site Just Creative Design, pude notar o quão essas questões que o autor levanta são bastante debatidas e muitas vezes, sem uma resposta convincente. Com base em minha experiência, nem tanto acadêmicas mas de trabalho mesmo, respondi as questões e espero que você também possa dar a sua opnião nos comentários.

1. Não posso pedir ajuda a todos, de modo que possa ferir minhas chances de sucesso como designer?

Claro que pode pedir ajuda! Penso que ninguém nasce sabendo tudo sobre design, TODOS aprendem de com alguém ou com livros, tutoriais, sendo auto-didata (no meu caso). Mas claro, há momentos certos de se pedir ajuda, e não é a toda hora ou a todo momento, saiba o que e como pedir ao precisar de ajuda de uma pessoa que entenda melhor sobre o assunto do que você. No máximo que poderá acontecer, é você receber um ‘não’ ou um ‘não tenho tempo’, mas na maioria das vezes, com certeza você obterá ajuda.

2. Por que eu tenho de saber as diferenças entre Helvetica, Arial, e Univers?

Conhecer a tipografia com que se trabalha, é essencial, porque dessa forma você conseguirá chegar ao melhor resultado no seu trabalho, sabendo diferenciar que tipo de fonte se enquadra melhor em determinado tema de trabalho, etc.

3. É verdade que eu tenho de saber Quark?

Provavelmente, nos seu primeiro trabalho, você vá utilizá-lo para compor as peças gráficas. Eu na verdade, nunca trabalhei com esse software, sempre que precisei criar o tipo de trabalho que se usaria Quark, eu utilizei o CorelDraw.
Saber InDesign também, é essencial pra trabalhar com essa parte de diagramação, pré-impressão, redimensionamento de anúncios, etc.

4. O que há de errado com o download de cópias ilegais de software, e porque não posso me dar ao luxo de comprá-los como um aluno?

Essa questão, no caso do site em que a encontrei, faz relação aos alunos, falando sobre a questão do quão caro são os softwares o que os tornam menos acessíveis, proliferando assim os downloads no mundo torrent afora.

5. O que devo ter em meu currículo?

Informações enxutas pessoais, lugares em que você trabalhou, por quanto tempo trabalhou, formação acadêmica, cursos realizados e amostras de trabalhos experimentais são um ‘extra’ que agrega valor ao seu currículo.

6. Eu deveria trabalhar gratuitamente apenas para obter alguma experiência?

Eu não diria ‘trabalhar gratuitamente’, mas sim, participar de foruns sobre design, tecnologia e criação em geral. Existem bons foruns que integram todo o pessoal da área que propõem muitos desafios, campeonatos, torneios e etc. E participando desse tipo de forum, não só te ajuda a crescer na profissão, como te apresenta a amigos que no futuro podem se tornar grandes parceiros e/ou clientes. Alguns bons fóruns que conheço: iMasters, iEvolution, Webmasters Online .

7. Terei de sair (da cidade onde vivo), a fim de obter um emprego?

Se você trabalha em um considerado grande centro (capitais), não. Mas caso viva no interior, é muito provável que a necessidade de sair apareça, porque as empresas de design (agências, estudios, etc.) tendem a estar nos grandes centros, nas capitais, onde se concentram também, os grandes e melhores clientes que podem pagar por campanhas completas e assim gerar lucro para todos os lados. Portanto, prepare-se sempre da melhor maneira possível, pra que você mesmo facilite a sua vida na cidade grande, arrumando um emprego melhor.

8. Como eu consigo trabalhar como freelancer fora da escola?

Trabalhar como freelancer, eu costumo dizer, é uma arte. A incerteza de trabalhos, de dinheiro, de clientes está a todo momento nos ‘assombrando’. Ter em mente, a prestação de um bom serviço, ter prazo (e cumprí-los) é essencial e claro, primar sempre pela qualidade, são fatores muito importantes para seu sucesso trabalhando como freelancer. Ah, e muito cuidado com pagamentos, pois até certo momento você não conhece seu cliente, e à primeira vista, todos são perfeitos, gentis, pagam certo e em dia, mas nunca confie nisso. Eu sempre trabalho fechando o pagamento de metade do que é acertado e o restante na entrega do trabalho aprovado, pra gerar assim, do lado do cliente, mais confiança e do meu lado, maior tranquilidade para trabalhar e exercer da melhor forma possível, o meu papel. Eu não estou lhe dizendo para fazer dessa forma, mas lhe digo que pra mim, deu muito certo e é assim que trabalho até hoje.

9. E se o trabalho pede experiência para em mídia impressa e interativa, sendo que ainda não trabalhei com mídia interativa?

Como o autor do artigo diz, é essencial não mentir. Seja sincero sobre suas qualidades e conhecimentos técnicos. Porque isso pode lhe complicar futuramente quando surgir a necessidade de utilizar um software que você afirmou saber utilizar, lhe deixando assim com uma imagem ruim perante a empresa o que pode afetar suas qualificações num futuro trabalho. Portanto, NÃO MINTA! :)

10. Posso obter um emprego no ramo de vídeo game, aprendendo sobre a indústria gráfica?

Eu acho que não. São áreas diferentes (não muito) mas que tem suas particularidades. As vezes na conceituação de personagens, cenários, etc. Enfim, não sei muito sobre o tema, mas creio que não seja o curso mais indicado pra alguém que gostaria de trabalhar no ramo dos vídeo-games.

Enfim, foram algumas curtas porém boas questões que também já debati com amigos da área nesses 10 anos trabalhando como designer, e sempre aprendendo bastante com o tempo.

Abraços e até mais!

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Procure por: DVD, MP3, LCD, Plasma, HDTV, Home Theater.

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Arthur Henrique é designer profissional, trabalha como freelancer criando websites, midia impressa e logotipos. Precisa de algo?
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